Leão não sabe ser feliz

imagesCAZRESHVA tendência do Sporting para o masoquismo não pára de surpreender. Em Riga, frente a um Ventspils tão modesto como o Heerenveen e o Hertha – e quem viu os jogos anteriores dos leões na Europa ficará com uma ideia – a equipa de Paulo Bento desperdiçou a oportunidade de reforçar a convalescença e mostrou que não tem vocação para ser feliz. A vitória, magra, garante praticamente o apuramento, mas a exibição deixou preocupantes sintomas de recaída, antes de uma complicada visita a Guimarães.
Quem só visse os primeiros 25 minutos ficaria apenas com uma dúvida: por quantos seria a vitória dos homens de Paulo Bento. Com Matías Fernandez de regresso e Caicedo na vaga de Saleiro, a equipa trouxe na bagagem o moral do jogo de domingo. Miguel Veloso, com a ajuda de Kolinko, marcou cedo, de canto directo, e depois Liedson, Vukcevic, Caicedo e companhia foram desperdiçando ocasiões atrás de ocasiões. A equipa tinha tudo para ser feliz, e só com um completo adormecimento poderia deixar que o jogo lhe fugisse das mãos.

Mas foi isso que aconteceu. Com Matías Fernandez transparente a meio-campo, o progressivo desligar dos motores tornou-se nítido até ao intervalo e preocupante, logo depois. A saída de Vukcevic acentuou o futebol sonolento da equipa, e foi sem surpresa que um carrinho precipitado de Tonel resultou num penálti e num empate tão evitável quanto o sofrimento por que o Sporting passava. Ainda havia tempo para reentrar no jogo, mas o golo da vitória, a cinco minutos do fim, resultou mais da inspiração de João Moutinho do que de um reencontro com a serenidade.

A ANÁLISE

POSITIVO

Moutinho resolve

Desta vez não foi Liedson. O tiro inspirado de Moutinho foi o momento alto do jogo e um enorme alívio para os leões.

NEGATIVO

Batatal, parte II

A relva de Alvalade, tão criticada por Paulo Bento, pareceria um pano de snooker em comparação com a do estádio do Skonto Riga.

ARBITRAGEM

Erros pequenos

Um penálti sem margem para dúvidas, um ou dois cartões amarelos perdoados aos letões e um fora–de-jogo de Vukcevic passado em claro, com o montenegrino a atirar ao poste.

MOUTINHO FEZ-SE GIGANTE

Moutinho – Um golo sensacional, num remate de fora da área ao ângulo, após bom trabalho individual. O capitão foi a fonte de inspiração.

Rui Patrício – Uma saída com os pés oportuna. E nada mais de difícil.

Abel – Um erro crasso que podia ter dado golo, faltoso e sem acerto.

Tonel – Um penálti escusado.

Carriço – Um corte defeituoso em noite serena.

Grimi – Um bom centro para Caicedo, mas pouco mais.

M. Veloso – Marcou de canto e jogou no campo todo.

Fernandez – Não convence. Só um remate intencional.

Vukcevic – Remate isolado ao poste e outro a rasar. Perigoso.

Caicedo – Ameaçou marcar, mas foi fogo de vista.

Liedson – Um bom remate, mas pouca bola.

Pereirinha – Inspiração abaixo de zero. Uma falta perigosa.

Postiga–Mal, como tantas vezes.

Angulo– Jogada horrível em tempo extra.

NOTAS

PAULO BENTO: RECORDE

“Sete jogos seguidos sem perder na Europa é uma motivação extra para a equipa. Podíamos ter resolvido a partida ainda na primeira parte”, disse Paulo Bento

VELOSO: “2.ª PARTE FRACA”

Miguel Veloso inaugurou o marcador de canto directo: “Entrámos bem, mas a 2.ª parte foi fraca. Não sei o que aconteceu. Demos moral ao adversário”, disse

MOUTINHO: “REAGIMOS BEM”

“Reagimos bem ao golo do empate e foi importante para a equipa chegarmos ao golo da vitória. As vitórias dão sempre moral”, disse Moutinho autor do tento da vitória

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